sábado, 31 de outubro de 2009

R$ 10 milhões jogados fora

Atraso e incompetência fazem Prefeitura perder recursos para construção de Centro de Convenções e avenida Sidney Chaves

A Prefeitura de Montes Claros perdeu, por expiração de prazo, R$ 10 milhões em recursos para a implantação do Centro de Convenções e para as obras de continuidade da avenida Sidney Chaves. Segundo o respeitado jornalista Waldir Senna Batista, em artigo publicado na imprensa local, o Ministério Público estabelecera prazo até o final de outubro para que o Município implante o empreendimento em terreno situado no Distrito Industrial. A área foi doada pela Fundação Para o Desenvolvimento da Tecnologia, Educação e Comunicação (Fundetec).
Com o não atendimento da exigência, o MP deverá promover a anulação da escritura de doação, com o imóvel retornando à entidade.
O ex-ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, havia destinado recursos para o empreendimento, a cujo projeto está integrada a continuidade da avenida Sidney Chaves. Como dinheiro público não pode ser aplicado em propriedade privada, promoveu-se a doação ao Município de parte do terreno de 300 mil metros quadrados que a Fundetec recebeu da empresa Eternit, que desistiu de implantar fábrica no Distrito Industrial.
De acordo com Senna, à avenida foram destinados R$ 8 milhões, dos quais metade foi liberada para execução do asfaltamento, sob justificativa de que o Centro de Convenções contribuiria para o turismo. A outra metade seria liberada após a comprovação da aplicação da primeira parcela. Ele observa que o projeto começou a ficar comprometido com a mudança de prefeito. Ao assumir, Tadeu Leite quis mudar o local do Centro de Convenções, do Distrito Industrial para as proximidades do aeroporto, região do Interlagos. Ocorre que pelo projeto o dinheiro não pode ser aplicado em outra área da cidade. Quando soube da restrição, Tadeu propôs que a Prefeitura construísse seu próprio centro de convenção, utilizando outros recursos, e a Fundetec cuidaria de implantar seu projeto, que integra proposta mais ampla do Parque Tecnológico. Como era de se esperar, ao invés de dois centros, a cidade ficará sem nenhum, pois os R$ 2 milhões já depositados na Caixa Econômica foram levados de volta pelo Governo federal. E os R$ 4 milhões aplicados na avenida Sidney Chaves pela empreiteira de Dario Rutier não podem ser liberados devido ao impasse criado: se não haverá centro de convenções no DI, não se justifica aplicar dinheiro na construção da via de acesso. Com a agravante de que a Prefeitura, além de não poder sacar a segunda parcela, de R$ 4 milhões, para conclusão da avenida, terá de devolver ao Governo federal os R$ 4 milhões da primeira etapa.
“Essa pode vir a ser a maior trapalhada da história de Montes Claros, em se tratando de administração pública. Tudo porque, como sempre acontece no Brasil, as transições não se processam civilizadamente. Uma administração nada tem a ver com a anterior. A sucessora, em vez de dar prosseguimento às iniciativas de interesse do município, via de regra, cuidam de solapar o que encontrou em andamento”, escreveu Waldir Senna. No caso do Centro de Convenções, R$ 2 milhões já foram devolvidos; R$ 4 milhões não poderão ser liberados; e outros R$ 4 milhões nem serão depositados para a conclusão da avenida Sidney Chaves, cujas obras estão paralisadas sem levar a lugar nenhum. “A anulação da escritura de doação do imóvel da Fundetec, que poderá acontecer nos próximos dias, se não for encontrada uma saída, será apenas mais um lance desse nada recomendável festival de atraso político”, conclui.

sábado, 24 de outubro de 2009

Tucanos em crise existencial

Os tucanos em Montes Claros insistem em não falar a mesma língua. A questão também é lógica: o grupo que está ocupando cargos na administração do PMDB quer, a todo custo, assumir a presidência do partido e ao mesmo tempo esquecer que, também foram companheiros apenas de segundo turno. No entanto, o grupo que insistiu em estar presente com Tadeu Leite desde o início, não bastasse ser impedido de votar na sede do PSDB, não recebe o respeito devido do executivo. Em reunião, um raciocínio lúcido, de quem sabe fazer política: mesmo pertencendo à base governista, os tucanos precisam manter a independência.

Experiência de quem não fica em cima do muro

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SINDICATO DOS QUÍMICOS: 25 ANOS

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Montes Claros completa 25 anos no próximo sábado, com evento festivo na AABB e lançamento de um livreto, contando a trajetória do sindicato, suas lutas e conquistas.

A data, na verdade, marca a concessão da CARTA SINDICAL pelo Ministério do Trabalho. Antes da atual Constituição Federal, promulgada em 1988, para um sindicato tornar-se verdadeiramente sindicato, deveria passar, necessariamente, por uma Associação, de conformidade com os limites e entraves estatais contidos na CLT, em seus artigos 511 e seguintes. Tudo, portanto, atrelado e tutelado pelo Governo, via Ministério do Trabalho.

A nova Constituição, em seu artigo 8o, libertou a organização sindical destas amarras e subordinação, tornando-a relativamente livre, sem qualquer interferência estatal na sua concepção e vida. Some-se a isso, mais duas conquistas fundamentais: no campo da substituição processual, relativamente a defesa dos direitos e interesses coletivos e individuais do trabalhador, e na obrigatoriedade da participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.

Antes, todavia, de alcançar a Carta Sindical, o grupo que empunhava a bandeira da mobilização e organização dos trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas de Montes Claros, simbolizados, neste feitio de crônica, por Mirtes e Lucrécio, deu um duro danado. Enfrentou a burocracia reinante e a ira patronal, sempre avessa à organização e aos direitos da classe operaria. Era preciso convicção e coragem. Tirar o próprio trabalhador da inércia e do fantasma de ser mandado embora, se metesse com sindicato, e, ainda, driblar o jogo baixo do empregador, sempre atento a qualquer movimento e pronto a sufocá-lo no nascedouro, demitindo aquele que ousasse participar do movimento. Foram muitos que perderam o emprego em razão disso, como metalúrgicos e tecelões. No caso dos metalúrgicos, este “fenômeno” se deu também em Bocaiúva, Várzea da Palma e Capitão Enéas. Ricardo Vicentin batia pesado. Porém, foi dobrado.

Nunca se pode esquecer da ação nefasta do Golpe Militar de 1964 sobre o movimento sindical, com reflexos que perduram até hoje. Arbitrariedades de toda espécie foram praticadas nos solares e nos porões da ditadura. O objetivo dos opressores mirava na destruição orgânica das entidades sindicais e de suas lideranças, deixando o campo aberto para o confisco das liberdades democráticas, a entrega de nossas riquezas ao capital estrangeiro, sob a batuta do TIO SAM, de que nossas elites patrimonialistas eram capachos.

O golpe foi tamanho na classe operaria e nos movimentos sociais, que só por volta da segunda metade dos anos 70 que se conseguiu a sua rearticulação e o combate efetivo à ditadura, culminando com a luta sindical no ABC paulista, a campanha da Anistia, as Diretas Já e na Constituinte.

Salve as bodas de ouro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Montes Claros e que a chama das transformações políticas, econômicas e sociais permaneça acesa.

João Avelino Neto – Advogado Trabalhista

domingo, 18 de outubro de 2009

Fumadem decepciona quando o jogo é pra valer

Depois de conquistar o "título carta marcada", a equipe do filho do prefeito de Montes Claros - Fumadem, vai dizer adeus ao 2° Circuito do Campeonato Mineiro, antes mesmo de começar. Perdeu na estréia para o Minas na sexta-feira (16), e ontem (17), perdeu para o Cruzeiro. E viu o dinheiro do povo de Montes Claros indo para o ralo. Enquanto isso... a saúde, educação, infra-estrutura, segurança, assistência social... ficam jogadas para as traças sem nenhuma ação da Prefeitura e a justiça de braços cruzados como se nada estivesse acontecendo.

Servidores do ministério do trabalho cruzam os braços

Rubens Santana
Repórter

Os funcionários da regional da Sub-delegacia do Ministério do trabalho e emprego em Montes Claros aderiram à paralisação nacional de dois dias dos servidores do Mte em busca de plano de carreira específico, melhores condições de trabalho e criação de novas vagas. A paralisação pegou a população de surpresa, uma vez que não houve qualquer divulgação prévia a respeito.

É o que alega a moradora do Bairro Maracanã Ana Maria Carlos Santana, 39 anos. Ontem, quarta-feira, ela esteve na sub-delegacia para resolver um problema de documentação para receber o seguro-desemprego. Ao chegar ao local, teve uma grata surpresa ao bater de frente com o cartaz divulgando a paralisação.

(foto: XU MEDEIROS)

Cartaz com a paralisação no portão pegou vários
trabalhadores de surpresa
.

Indignado também ficou Wesley Júnior da Silva, 26, que precisava trocar a CTPS - Carteira de trabalho e previdência social, que molhou ficando toda danificada. De acordo com Wesley, ele arrumou um serviço e o pessoal está cobrando o documento.

- Precisava tirar outra carteira. Mas agora vou ter que esperar mais uns dias – diz.

Já o vigilante Alecir Batista, 40 anos, concorda com a paralisação dos funcionários. Ele precisava dar entrada no seguro-desemprego, concorda com a greve, mas diz que os responsáveis pela gerência regional deveriam ter divulgado com antecedência que iria acontecer a paralisação.

Em nota à imprensa, a ASDERT – Associação dos servidores da superintendência regional do trabalho, informou que a luta já é pauta de reivindicações de longa data, com os servidores administrativos buscando equiparação entre outros servidores do poder executivo. Eles alegam que estão entre as categorias com menor remuneração, pois se encontram há mais de uma década com os salários defasados, além da precarização das condições de trabalho.

O gerente regional Ernesto Veloso Costa diz que os funcionários não têm boa estrutura para trabalhar:

- Faltam computadores, impressoras e até mesas para os auditores. Nossos auditores são muito bem treinados e qualificados, mas não podemos fazer nada. Os próprios auditores ficam desanimados com a situação em que a regional se encontra.

Fonte: O Norte

sábado, 17 de outubro de 2009

3ª AÇÃO SOCIAL GALOUCURA MONTES CLAROS

DOAÇÃO DE BRINQUEDOS E ALIMENTOS ATENDEU MAIS DE 150 CRIANÇAS.
A torcida organizado do Clube Atlético Mineiro em Montes Claros, a Galoucura mais uma vez provou que é a única torcida organizada da cidade e que não mede esforços para ajudar quem precisa. No último domingo (11/10) a torcida levou brinquedos e fez a alegrias da crianças atendidas pelo Projeto Novo Amanhecer no bairro Clarice Atáide, tornando a manhã da criançada e de toda comunidade mais feliz. Segundo o diretor da Galoucura na cidade Judson Marques, a Galoucura cada vez mais vem se firmando com a torcida que mais usa a organização para ajudar quem realmente precisa. "Recentemente em Belo Horizonte a Galoucura principal recebeu o prêmio de ''Melhores do Ano em Ação Social'' que vem coroar todo os inúmeros projeto que a Galoucura tem feito. Aqui em Montes Claros a tendência é só aumentar o número de ações socias, até o final do ano queremos fazer mais dois. O mais triste é perceber que em Montes Claros a torcida vem sendo perseguida pela as autoridades, que associam torcida organizada a marginalidade, o que a sociedade precisa ententer é torcedor organizado não é vagabundo, e que pessoas com más intenções existem em todos os lugares, como na Igreja, Política, na nossa própria família". Desabafou Judson

Gripe suína pode ter causado a morte de Jackson Ataíde


A morte de Jackson Ataíde, ex-gerente do Previmoc e diretor da Esurb, sepultado na última sexta-feira, em conseqüência de falência múltipla de órgãos, segundo o laudo médico, pode ter sido de gripe suína (H1N1), conforme comentários no velório. Para evitar um possível contágio dos parentes e amigos, foi aconselhado que o caixão fosse lacrado. Pena que as autoridades da cidade estão ignorando este assunto e dizendo que é alvoroço e que não há motivos para pânico. Mas o Comitê Regional de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A (H1N1) no Norte de Minas, o número de notificações de casos da Gripe Suína na região, até o dia 27 de agosto foram de 180 casos suspeitos de gripe suína, sendo 145 só em Montes Claros, com percentual de 54% feminino e 46% masculino. Ou seja, de lá pra cá, este número já deve ter sido dobrado. Segundo a Gerência Regional de Saúde, o Comitê Regional de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A (H1N1) mantém vigilância constante, notificando e monitorando todos os pacientes que apresentem quadro clínico suspeito de acordo com o Protocolo Estadual, assegurando a assistência do paciente, e que a Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde de Montes Claros/SES-MG encontra-se à inteira disposição para oferecer quaisquer outros esclarecimentos e informações sobre o enfrentamento da Influenza A (H1N1) na região. A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros poderia adotar este exemplo ao invés de ficar falando pelos cotovelos e criticando a administração anterior.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

OS DONOS DOS PARTIDOS E O PODER DO DINHEIRO

*João Avelino Neto

Os partidos políticos, em sua maioria, usam o horário gratuito no radio e na televisão para promover suas “lideranças” e o governo, do estado, preferencialmente, além de apoderarem de obras do governo federal como suas; fatos veiculados diariamente no horário nobre da TV, inclusive de forma regionalizada, valendo-se das emissoras com geração de imagens em Montes Claros e que cobrem o Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Com isso, fogem impunemente das regras programáticas do Art. 45, da Lei nº 9.096/95 e suas alterações posteriores, mais precisamente nos itens I,II,III e IV, que se seguem:

I - difundir os programas partidários;

II - transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, dos eventos com este relacionados e das atividades congressuais do partido;

III - divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitários.

IV - promover e difundir a participação política feminina, dedicando às mulheres o tempo que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 10% (dez por cento).
Tais regras e princípios nunca vem à tona nos programas produzidos pelos partidos nas rádios e nas televisões, com raras exceções, pois o alvo buscado pelos “donos” dos partidos é a auto promoção e a propaganda eleitoral aberta para a eleição subseqüente, em todos os níveis, já no ano vindouro.
Temos assistido próceres de partido oposicionista dando como suas as obras da BR 135 e do anel rodoviário, como se fossem da base do governo federal e o povo fosse alienado. Isso lembra, de forma inversa, o comportamento de estudantes de Montes Claros em Belo Horizonte, no período da Ditadura, que eram oposição ao regime na capital e “revolucionário” em Montes Claros.
Esta situação vai persistir enquanto estes programas ficarem a cargo e ônus dos “donos” das agremiações, sem ideologia, de parlamentares “endinheirados”, mantidos por grupos econômicos e doutrinas reacionárias, e as forças populares permanecerem de braços cruzados, imobilizados diante de tanta afronta e abuso de direito, perpetrados pelo poder do capital.
Tudo isso, é extremamente nocivo à Democracia, restabelecida no País a custo de muita luta e sacrifícios dos que tombaram na Ditadura, grande parte, ainda, desaparecida no Araguaia.
*Advogado

Psiu Poético: como foi

O repentista e cordelista Jason de Morais (o homem do berrante)
conta causos pras crianças da escola Mestra Fininha
O salão principal da Secretaria de Cultura ficou pequeno para os recitais de poesia
De improviso no recital alheio, falei poesias minhas e de Paulo Leminski

Apesar do esforço pessoal do prefeito da cidade, que tudo fez para prejudicar o evento, o Psiu Poético em sua 23ª. versão atingiu vários dos seus objetivos culturais. O principal deles foi ter dado, durante nove dias, um coquetel de pão e circo – numa única tacada – para dezenas de jovens de Montes Claros. Eu vi garotos de 13, 14 anos, sedentos de saber e cheios de vontade de participar da vida artística/intelectual da cidade. Eu vi jovens fazendo música e recitais para outros jovens sedentos de novidades e conteúdos. Durante três dias, fui abordado por eles que vieram mostrar seus trabalhos em poesia ou prosa. Seu eu podia ser considerado um professor de literatura, então, por favor, que eu olhasse aquilo... O recital de poesia na Escola Municipal mestraFininha (mãe de Darcy Ribeiro) com a participação ativa (!) de mais de 100 crianças, foi emocionante e valeria o empenho. Um dos poetas, um taludo de quinze anos, aluno da escola, chorou na leitura dos seus próprios versos, que falavam da sua cidade, da sua paisagem...

Apesar do grande esforço do prefeito, que tudo fez para prejudicar o evento, a tenacidade do Aroldo Pereira, o Gladiador, superou a mesquinharia do alcaide. Alguns convidados anunciados na programação foram cortados na última hora (incluindo o pessoal do Clube da Esquina, Márcio Borges, Murilo Antunes e Telo Borges); por falta de ajuda, o Psiu ficou sem as tradicionais camisetas que identificam o evento enquanto um produto cultural. Por falta de ajuda, o evento contou com apenas três convidados “de fora”: Toninho Vaz, Madan, músico de SP, e Nicolas Behr, poeta deBrasília, previamente convidados e comprometidos. (Solicitados, eu e o Nicolas nos entregamos aos cristãos sem esperar sequer um chaveirinho em troca. Mas não encontrei o Madan, que fazia o movimento oposto: voltava enquanto eu chegava).

(Em tempo: meu cachê foi suficiente apenas – e rigorosamente – para pagar as despesas de transporte entre Rio e Montes Claro. Almoço no bandejão do SESC. No profit, baby!) Ah, sim, o nome do prefeito sem mérito: Luiz Tadeu Leite, do PMDB (eu perguntava para qualquer pessoa ao lado porque o prefeito estava fazendo aquilo e a resposta era sempre a mesma: o Prefeito tem diferença política com o Aroldo, de outros carnavais.)

Toninho Vaz, de Santa Teresa (Fotos de Deomidio Macedo)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vem aí o cemitério WC

Sem novas vagas, cemitério desenterra ossadas em Montes Claros, e os restos mortais são catalogados e vão para casa, segundo funcionários do cemitério do Bonfim.
A Prefeitura informou que licitação para novo cemitério está em andamento. Não há vagas nos dois cemitérios de Montes Claros (MG). Para enterrar as pessoas, é necessário desocupar covas. A solução adotada causa polêmica.
Em um dos cemitérios, não há mais espaço para novos túmulos. Os enterros dependem da retirada de ossadas de quem morreu há mais de quatro anos e a família não comprou o lote. A prática é permitida por lei, segundo os administradores.Os funcionários dizem que os restos mortais são catalogados e vão para uma casa, que fica dentro do cemitério. Antes, eram enterrados novamente em outra cova, que foi lacrada recentemente também por falta de espaço.
A Secretaria de Serviços Urbanos da cidade informou ainda que o projeto de licitação para viabilizar a construção de um novo cemitério está em andamento. Com ou sem licitação, a república de Porteirinha é quem vai explorar. É o preço da campanha.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pesadelo continua para Tadeu

Depois de poder dormir tranquilo, ao ver excluída da reforma eleitoral a proibição de políticos fichas sujas concorrerem às eleições, o atual prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, volta a ter motivos para preocupações. Depois de um ano e meio de coleta de assinaturas para o envio ao Congresso do Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) está convocando a opinião pública a pressionar pela aprovação do PL na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Além do acompanhamento que o MCCE fará de perto da tramitação da matéria, é importante que a sociedade continue atenta e prestando o mesmo o apoio que vem dando à Campanha Ficha Limpa desde o início. Para isso, qualquer pessoa pode, por exemplo, procurar seu deputado federal ou senador e solicitar o apoio do parlamentar ao Projeto de Lei.
É o momento decisivo para que a proposta, já assinada por 1,3 milhão de brasileiros e brasileiras, seja aprovada e traga mudanças importantes para o cenário eleitoral do país.
No site da Câmara dos Deputados, basta digitar o nome de seu parlamentar para encontrar contatos de email e telefone. Depois é só mandar sua mensagem de apoio ao Projeto de Lei e continuar acompanhando todas as notícias sobre o PL.
Corrupto contumaz, Tadeu, que é recordista em processos por desvio de dinheiro público e favorecimento, seria um dos maiores prejudicados com a aprovação da lei.

Prefeitura vai “tapar” bueiro, diz jornal

Se for verdade o que diz o diário oficial da Prefeitura (www.gazetanortemineira.com.br), o montes-clarense tem motivos de sobra para se preocupar, ainda mais agora com a aproximação do período chuvoso. Segundo a publicação, Tadeu vai mandar “tapar” os bueiros, o que pode transformar a cidade num imenso rio (são 1.800 bueiros, segundo a Prefeitura). Aliás, para quem “construiu” prédio fantasma do Cesu, viaduto onde não passa carro e outro caminhão, não seria surpresa se a informação não fosse, como parece, uma grande barrigada do órgão oficial do Município. É bom lembrar que, mesmo antes das obras de “tapa-bueiros”, a cidade já fica alagada ao menor sinal de chuva. Isso porque, graças a políticos demagogos como Tadeu Leite, Montes Claros carece de estrutura de drenagem para absorver águas pluviais. É a triste herança deixada por outras administrações dele, que não se preocupou com o planejamento da cidade para o futuro.
Durante 4 anos, de 2005 a 2008, o ex-prefeito Athos Avelino planejou e iniciou a execução de um conjunto de obras, preparando a cidade para um boom de desenvolvimento. A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), bem como outros serviços estruturais iniciados na gestão passada, como a urbanização de córregos e construção de grandes avenidas (paralisados pelo atual prefeito), também foram feitas várias obras de drenagem, para minimizar os problemas causados pelo acúmulo de água das chuvas. Até mesmo a drenagem de vias feita neste ano é resultado de convênio assinado por Athos Avelino.
Na mesma matéria, o secretário de Serviços Urbanos, João Ferro, culpou, por antecipação, a população por possíveis danos advindos do período chuvoso. Ironicamente, ele diz que um dos problemas é a ocupação de áreas impróprias, justamente uma prática incentivada por seu chefe.
Fonte: Diário Oficial

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nadando contra a corrente

* Walkiria Braga

Navegando, teremos conhecimento de que, o Ministério dos Esportes, através de convênios, destinou nos últimos anos, considerável aporte financeiro para investimento, incentivo e melhoria das condições do esporte em Montes Claros.
Aquém do esperado, possível e do merecido, a realidade evidencia que, o descaso com o patrimônio público, o desprezo com a história e o desinteresse pelo real desenvolvimento da população, relegaram o atletismo a imerecida condição de pedinte em situação de emergência.
Outrora jovem valente, viril, pioneiro e vitorioso, o MCTC – Praça de Esportes de Montes Claros, prestes a completar 70 anos, é hoje, o retrato fiel dos idosos no país : carente de atenção, com fraturas expostas, lesões físico-financeiras-emocionais , habitando nas visões dos tempos de glória e cheio de saudades das jovens manhãs de domingo .
Desmemoriado sujeito ao total anonimato pois, não lhes resguardaram nem os documentos mas, com o coração pulsando forte e cheirando a juventude, vai nadando contra a corrente. Resistindo ao sombrio destino que lhe querem traçar: um asilo em outro bairro.

Walkiria Braga é jornalista

Carta de Virgínia de Paula tentando salvar a Praça de Esportes e a nossa cidade de Montes Claros

Hoje, na abertura da exposição de fotos antigas de Montes Claros, soube que agora é pra valer: vão destruir a MCTC, a nossa Praça de Esportes de tantas lembranças e de indiscutível valor histórico. Não justificam o crime. Apenas , vão fazer de lá uma outra coisa, acho que uma rodoviária. Não nos perguntam nada. E informam com orgulho, como se estivessem fazendo algo fantástico. E, realmente acreditam que seja algo fantástico. "É o progresso", dizem.
Não sabem que esse conceito de progresso já está ultrapassado, pois é este progresso sem respeito a memória , sem respeito aos antepassados , sem respeito a vida (todas as velhas árvores amigas da praça seriam derrubadas) que está nos levando a total destruição. Inclusive do planeta. Progredir dessa forma, na verdade, é regredir. Há muito estão matando nossa cidade, que está ficando sem alma, violenta, desagradavel de se viver. Há pouco tempo, demoliram o nosso Ginásio Diocesano, juntamente com o salão paroquial e uma capela, para erguerem um supermercado no lugar. É a cultura e os templos cedendo lugar ao mercantilismo. Para mim , isto é ainda mais grave do que os mercadores do templo, porque aqueles do evangelho, pelo menos nada destruiam. Esses de hoje, jogam os templos no chão. E se aqueles provocaram a ira santa no Cristo, imagine o que Ele sentiria ao ver os de hoje em ação. E templo, não é apenas igreja. Posso afirmar sem medo de errar que a Praça de Esportes também é uma espécie de templo. Um lugar onde a juventude praticava esporte, dançava, namorava, descansava à sombra dos jambreiros que pareciam de contos de fadas, nadavam felizes na piscinona, cultuando a saude. Pois querem derrubar mais um templo para erguerem uma rodoviária, com certeza cheia de lojinhas, como se estivessem em falta por aqui. A notícia desabou sobre mim como uma bomba. E ao chegar em casa, eis que recebo um arquivo de fotos antigas, inclusive da minha primeira casa, e o portão da atual, e mais o trem. O trem de luxo. Com a música que mais tocou no recente festival folclorico, embora fosse outra gravação, confesso que melhor que a usada aqui . (/Amo o Raizes, mas realmente a outra versão está mais bonita). Não importa, está bonita também e bate lá dentro trazendo uma enorme saudade do tempo em que vinhamos de trem para cá.
Hoje não temos mais o trem e corremos o risco de, em breve, não existir mais Montes Claros. Se acabam com suas características principais, com os nossos cartões postais, a cidade morre, dando lugar a uma outra comunidade com o mesmo nome, sem alma, sem cultura, sem valor, sem história. E violenta.
Recentemente, tive a oportunidade de ver duas listas de cidades mineiras, no mesmo jornal. Uma mostrava as vinte cidades mineiras mais violentas. A outra, trazia as vinte cidades mineiras que mais preservam o seu patrimônio. Montes Claros ocupa o terceiro lugar na lista das violentas. E não está incluída na lista das que preservam. Acho que isto é um bom indicador. O que fazer? Eu confesso que não sei.
No momento , estou apenas escrevendo aos meus melhores amigos na internet, num desabafo. No ano passado, o Luiz Urtiga e eu, pensamos em fazer um abaixo assinado virtual pedindo pela tombamento da praça. Um texto foi escrito e tomei algumas iniciativas para isto. Mas me disseram que era melhor esperar, nem sei mais as razões que me foram dadas. Mas uma delas, era que o candidato que tinha a destruição da praça como parte do plano da campanha, não ganharia as eleições. De fato, não ganhou. Infelizmente, o vencedor também tinha o mesmo plano, e não sabíamos. Então, podemos retomar a idéia. Mas, é pouco. Por favor, quem concordar comigo sobre a necessidade de salvar a praça, pense em mais coisas que podem ser feitas . Uma coisa é importante: achar que já é causa perdida, não vai adiantar . Milagres acontecem. E, se não acontecer, não será por omissão nossa.
Meu Deus , acabar com a praça ... Que idéia maluca. O que precisam fazer é reformá-la, reabrir seus portões, promover mais eventos bonitos ali dentro. A praça é como um parque no centro da cidade . É uma área verde , um pulmão da cidade . Que loucura, quanta insanidade. Talvez seja a hora de formarmos de fato, um grupo de verdadeiros montes-claresenses, náo para brigar, mas para demonstrar que sua perrmanencia é essencial, que a praça é parte da cidade e sem ela, Montes Claros só vai piorar .
Quem sabe esse projeto veio por falta de consciencia sobre sua importancia? Quem sabe podemos abrir os olhos da atual administração? Peço, por favor, que me ajudem a pensar em alguma coisa . Ainda estou zonza com a notícia . Escrevi no ano passado sobre o livro Vale dos Pirilampos , onde falo tudo isto que estou sentindo agora , e até mesmo , cito a música do Raizes . Porque já faz um bom tempo que tenho vontade de pegar o trem para Montes Claros.
A antiga Montes Claros. Porém, há mais a fazer do que apenas sonhar em pegar este trem. Confesso estar cansada de apenas ler crônicas cheias de lamentos pela cidade sendo demolida. Além de escrever, é preciso agir. Vamos nessa? Ainda há o que salvar. Ainda resta alguma coisa. A Praça ainda está lá, no mesmo lugar. Ainda é tempo.
* Virginia Abreu de Paula é historiadora, ambientalista e fundadora da Sociedade Norte Mineira Protetora dos Animais - SNMPA

domingo, 4 de outubro de 2009

Montes claros anda revôleitada

Depois da diverticulidade, Montes claros anda revôleitada com um incompreensível caos na saúde pública, com postos superlotados, poucas vagas para atendimento básico e dificuldade quase intransponível da população para conseguir consultas especializadas e exames de maior complexidade. Na atual gestão, o tratamento meramente político está provocando um retrocesso nos avanços conseguidos na gestão da saúde, nos últimos anos. Está em curso um processo de precarização do sistema, com a substituição de profissionais qualificados por pessoas indicadas politicamente e totalmente despreparadas para a função. Isso porque a atual administração optou por remunerar com baixos salários os principais cargos nos Centros de Saúde, que exigem mão-de-obra especializada, abrindo caminho para a absorção de cabos eleitorais. Por outro lado, muitos funcionários que prestaram serviço no setor estão sem receber salário. Há quem diga que essas distorções são apenas a ponta do iceberg. O resultado é fila e muita reclamação por parte das pessoas que necessitam do atendimento público e têm de enfrentar todo tipo de desafio para uma senha para se consultar.

Homem pede para ser preso

POLÍCIA MILITAR REALIZA PRISÕES EM VIRTUDE DE MANDADO

BO 58.378/09: Por volta das 11h25 min dessa quinta-feira (01), a Polícia Militar prendeu um homem no centro, em virtude de mandado.

O fato ocorreu na Rua João Souto, no prédio da Justiça do Trabalho, quando WANDERLEY PEREIRA LIMA, 27 anos, conhecido por “Vandim”, residente na Rua Walmir Rodrigues, no bairro Bela Vista, município de Mirabela/MG, fez contato com o Cb Tadeu, que seencontrava de serviço no local, alegando que teria ido ao cartórioeleitoral para regularizar sua situação, onde foi informado que haviapendências judiciais em seu nome.

Após consulta no sistema COPOM, foi constatadohaver em seu desfavor um mandado de prisão com condenação de dois anose quatro meses em aberto. Wanderley foi preso e conduzido até aDelegacia Policial para demais providências.